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Psicologia UniGuairacá realiza 1⁰ Simpósio de Altas habilidades ou superdotação sob o olhar da genética, da medicina e da psicologia

O evento foi organizado pela aluna Tatieli e faz parte de um projeto de extensão universitária da coordenadora, Profª Monica Barbosa de Andrade.

Por: Viviane Moreira

- 24/04/2026 21h12

A noite desta sexta-feira (24) marcou o encerramento da semana com a realização do 1º Simpósio Altas Habilidades ou Superdotação sob o olhar da Genética, da Medicina e da Psicologia. O evento multiprofissional reuniu acadêmicos, professores e membros da comunidade para ampliar o debate sobre identificação, acolhimento e compreensão das altas habilidades e da superdotação, promovendo uma abordagem integrada entre diferentes áreas do conhecimento.

Para falar sobre o assunto, foram convidadas a geneticista Dra Daiane Simão, que avalia a parte da estrutura da arquitetura genética para as condições de altas habilidades ou superdotação. “Essa oportunidade de estar num evento multiprofissional enriquece para nós a possibilidade de intervenções e de identificação da condição”, ressalta. Também foi convidada a psicóloga Adriana Custódio, que trabalha com avaliação neuropsicológica na área do neurodesenvolvimento, tanto superdotação como dupla excepcionalidade, que é quando uma outra condição é associada com a superdotação, como, por exemplo, o TDAH, autismo, dislexia, entre outras condições do neurodesenvolvimento. “O meu objetivo com esse evento é desmistificar a condição, romper os rótulos, mitos, e promover esse mesmo conhecimento acerca da condição como uma forma profilática de evitar sofrimentos futuros, porque aqueles adultos que não são identificados acabam passando pela vida sem essa questão que faz parte da identidade”, destaca. 

Para finalizar, a neuropediatra Dra  Aline Tomasi, falou sobre a abordagem da superdotação dentro da Medicina que é uma área muito importante, principalmente entre os diagnósticos diferenciais das neurodivergências. “Esse evento é de conscientização e de retirada de mitos porque tem muita desinformação e muita falta de informação e a superdotação é uma condição que merece ser conhecida e ser explorada e bem interpretada e acolhida assim como as outras neurodivergências", compartilha.

O evento foi organizado pela acadêmica do 5⁰ período de Psicologia, Tatieli Zeviricoski. Para ela é importante, pois mostra as várias nuances que o profissional pode atuar. "Nós temos o hábito de atuar geralmente nas crianças que apresentam maior dificuldade ou naquelas que as neurodivergências acabam ficando escondidas, então quando não aparece não é visto, e como a superdotação não é vista, então muitas muitas pessoas acabam não percebendo o diagnóstico e somente ali às vezes na adolescência, no período adulto é que acabam recebendo esse diagnóstico por conta de outras questões, geralmente as psicológicas", comenta.

O simpósio destacou a importância do diálogo entre diferentes especialidades para ampliar a compreensão sobre altas habilidades e superdotação, contribuindo para a quebra de estigmas e para a disseminação de informações qualificadas. Ao reunir especialistas e comunidade acadêmica, o evento reforçou a necessidade de reconhecimento precoce e acolhimento adequado, possibilitando que indivíduos com essa condição tenham suas potencialidades identificadas e desenvolvidas ao longo da vida.