Webmail
Atendimento: (42) 3622-2000
Facebook Faculdade Guairacá
Instagram Faculdade Guairacá
Youtube Faculdade Guairacá
Faculdade Guairacá
Tecnologias na educação: caminho futuro ou excesso de inovação? por Carlos Eduardo Iatskiu
Tecnologias na educação: caminho futuro ou excesso de inovação? por Carlos Eduardo Iatskiu

Carlos Eduardo Andrade Iatskiu
Graduado em Ciência da Computação pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Mestre em Informática pela Universidade Federal do Paraná
Doutor em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Paraná

 

É inegável que estamos no meio de uma grande revolução tecnológica. Nos últimos anos, a internet, os smartphones e as mídias sociais transformaram a maneira como vivemos, interagimos, investimos e compramos. Termos como startups, inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e outros estão virando comuns no nosso dia a dia. É normal você escutar: “se você não está inovando, então está no caminho errado”.

A educação, é claro, não poderia ficar de fora dessa revolução. Até as instituições mais conservadoras estão se rendendo a essa experiência, e o que antes era considerado uma tendência passageira vem mudando a forma do ensino e aprendizado em todos os níveis. Mas calma, a jornada dessa transformação digital é um caminho longo a se percorrer, principalmente em países menos desenvolvidos, como é o caso do Brasil.

Todo cuidado é pouco quando falamos em mudanças e adotar novas tecnologias. Pode parecer mentira, mas até as grandes potências do mercado tecnológico já erraram por excesso de inovação, e erraram feio. Por exemplo, o Google Glass (óculos de realidade aumentada) que iria ser tão importante quanto os smartphones, não decolou. Ou então as revolucionárias TVs 3D, que mesmo com todo o esforço da indústria, morreram. Elas geraram um interesse do mercado, entretanto, logo depois que a sensação da novidade se desfez, a tecnologia não conseguiu atrair os consumidores. Apesar de todos esses problemas, as novas formas de pensar a educação vêm dominando os espaços. E elas chegam com o objetivo de auxiliar professores em suas práticas diárias, estimulando o aprendizado dessa nova geração de alunos que já nasceram na era da transformação digital. O que não podemos deixar de considerar é onde estamos, o que temos e o que queremos para o futuro, nunca esquecendo que o importante mesmo é a qualidade do serviço educacional prestado.  Algumas boas dicas para entender a demanda dessa nova geração é descobrir que tipos de aparelhos tecnológicos os alunos mais usam fora da sala de aula, quais são os programas e aplicativos mais acessados, qual é a familiaridade com recursos disponíveis, qual conhecimento de tecnologia vai ser útil em suas futuras vidas profissionais e, principalmente, o que eles desejam aprender ou dominar quando o assunto é tecnologia.

Ao se adentrar nesse mundo das tendências da tecnologia na educação, os professores e alunos passam a ter contato com novas formas de aprender e ensinar. O processo é em conjunto, e por isso mesmo, ambos desenvolvem juntos o hábito de descobrir outros usos para as ferramentas disponibilizadas, novos programas e aplicativos de ensino, e por que não, desenvolver suas próprias tecnologias educacionais inovadoras? O fato é que a tecnologia na educação chegou e chegou para ficar, só é preciso cuidado para que ela não se torne um fim em si mesma – algo com necessidade de sucesso que tenha como antônimo o fracasso. Por isso, é preciso estudar as melhores formas de empregá-la, buscando se utilizar de todo seu potencial tanto para alunos, quanto para professores, aumentando a motivação de ambos em sala de aula.

Rua XV de Novembro, 7050 - Centro | 85010-000 | Guarapuava-PR