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Seu corpo é uma construção social, por Daiane Grando
Seu corpo é uma construção social, por Daiane Grando
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24/09/2018

O contexto atual faz uma valorização exacerbada em relação ao corpo, o chamado “corpo padrão” aquele que está em evidência na mídia. Passamos constantemente por conflitos em relação à nossa aparência e na maioria das vezes nos consideramos longe de um modelo dito ideal. O questionamento é: existe um corpo ideal?

A discussão aqui não passa apenas pelo que é saudável ou não, ser gordo ou magro, bonito ou feio, forte ou fraco. As representações sobre corpo passaram por mudanças no decorrer da história e a formação da nossa corporeidade depende das relações sociais, da educação, da cultura de cada povo, de nossas crenças.

Breton (2013) destaca que a representação sobre o corpo está voltada para um processo de aversão, há uma valorização da alma que está presa a um corpo indigno e sem remédio. Pensando que a alma é pura e a carne impura, o corpo como carne é a parte maldita do homem, condenada ao envelhecimento, a morte e a doença. Assim, corpo, mente e espírito estão desvinculados.

A valorização do corpo pelas sociedades ocorre a partir de mudanças sociais e formas de compreender e utilizar esse corpo. Seu corpo é muito mais que aparência física, que carne que provoca desejos e te leva ao pecado (se pensarmos em uma perspectiva que envolve religiosidade). Seu corpo faz parte do mundo, ele expressa o que você é! Seu corpo vai além de uma visão simplista de masculino e feminino, seu corpo vai além do biológico, seu corpo é político!

O espaço social é construtor da gestualidade humana. O corpo por meio do movimento consegue estabelecer uma comunicação com o mundo. Camargo; Justo e Jodelet (2010) salientam que o corpo deve ser compreendido como um objeto que resulta de um pensamento social, comandado por sistemas prescritivos, que ditam regras e comportamentos.

Atualmente em uma sociedade dita “evoluída” precisamos superar a visão dualista de: corpo e mente, masculino e feminino, carne e espírito. Esse processo é complexo e precisa ser constantemente discutido para que possamos viver em um mundo com mais respeito e igualdade para as futuras gerações.

“Meu corpo, minha marca”!

 

REFERÊNCIAS

BRETON, L. D. Adeus ao corpo: Antropologia e Sociedade. Tradução Marina Appenzeller. 6ª ed. Campinas, SP: Papirus, 2013.

CAMARGO, B. V., JUSTO, A. M. & JODELET, D. Normas, Representações Sociais e Práticas Corporais. Revista Interamericana de Psicologia, 44(3), 456-464. 2010.

 

Daiane Grando
Graduada em Educação Física Licenciatura pela Faculdade Guairacá
MBA em Gestão do Conhecimento na Educação Superior pela Faculdade Guairacá
Especialista em Educação Especial: Atendimento às Necessidades Especiais pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí
Especialista em Educação Física Escolar pela Faculdade Guairacá
Especialista em Treinamento Desportivo e Personalizado pela Faculdade Guairacá
Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa
Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

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