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Uso da calculadora no ensino da matemática, por Patrícia Abdanur
Uso da calculadora no ensino da matemática, por Patrícia Abdanur

Patrícia Abdanur
Graduada em Matemática pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Graduada em Educação Física Bacharelado pela Faculdade Guairacá
Especialista em Ensino da Matemática pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
MBA em Gestão do Conhecimento da Educação Superior pela Faculdade Guairacá
Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

 

São inúmeros os argumentos a favor e contra a utilização da calculadora no processo do ensino da matemática. À exemplo de outras ferramentas ou aparelhos, ela vem para auxiliar o homem em suas atividades, sejam estas culturais, profissionais ou de lazer.

Envolvidos ou atrelados à ciência de uma forma ou de outra, seria incoerente sermos contra a utilização dessa “ferramenta”, assim como seria inútil discutirmos hoje a importância dos computadores. Como educadores, temos sim que acompanhar a evolução dos tempos. Há ainda que considerarmos que a calculadora nos auxilia na realização de operações mecânicas e/ou repetitivas. Temos que utilizá-la como ferramenta de apoio ao nosso trabalho, assim como utilizamos retroprojetores, projetores de slide, softwares aplicativos, data show, quadro negro, entre outros.

O que precisa ser revisto é justamente a forma ou os métodos de ensino utilizados, aplicando metodologias cada vez mais eficazes. Devemos sim, ao invés de combater o uso desses recursos, mostrar aos nossos alunos que com o uso da tecnologia teremos mais tempo para aplicarmos nossa inteligência a serviço do bem-estar e do desenvolvimento dos povos.

Tecnologias e ensino-aprendizagem não são incompatíveis. Há muitos estudos que nos mostram que tais recursos possibilitam uma melhor performance em nosso trabalho. Temos, contudo que atendermos para que o cálculo seja ensinado sem que a calculadora seja uma “bengala” sem a qual o aluno não tenha a capacidade de raciocinar, pensar e agir inteligentemente.

Se fomos capazes de inventar computadores, carros, telefones, celulares, haveremos de encontrar meios capazes de fazer com que a matemática e o cálculo possam ser adequadamente empregados por aqueles que deles necessitam. Dificilmente conseguiremos calcular objetivamente, com ou sem calculadoras, os benefícios ou, como alguns querem, malefícios que tais ferramentas trazem à educação.

É também verdade que essa não foi a primeira e nem será a última invenção do homem que alterará nossa forma de ensinar. Portanto, precisamos estar preparados, pois a cada dia nosso desafio aumenta significativamente.

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