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Polissemia dos espaços de atuação do pedagogo, por Lucineia Moreira
Polissemia dos espaços de atuação do pedagogo, por Lucineia Moreira

Lucineia Moreira de Souza
Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Graduada em História pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Especialista em Educação Especial pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí
Especialista em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Faculdade de Ensino Superior Dom Bosco
Especialista em Gestão Escolar pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Possui MBA em Gestão do Conhecimento na Educação Superior pela Faculdade Guairacá
Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Doutorado em Educação (em andamento) pela Universidade Estadual de Ponta Grossa

 

Muitas vezes ouvimos a seguinte pergunta: qual é o espaço de atuação do pedagogo? Como resposta: ele é professor de educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. Deveras, a formação para atuar na educação infantil e ensino fundamental (anos iniciais) é Pedagogia. Assim, quando não se tem clareza do objeto que a Pedagogia estuda e/ou somente daquilo que a tradição professoral se ocupou por muito tempo, o corriqueiro serve de padrão de resposta.

Assim, muitas pessoas da sociedade acabam determinando o espaço de atuação daqueles licenciados em Pedagogia. Mas seu campo de atuação não se restringe apenas ao exercício em sala de aula nas duas primeiras etapas da educação básica. De acordo com Resolução nº 1/2006 que institui as Diretrizes Nacionais para o Curso de Pedagogia, é vasta a área de atuação do licenciado em Pedagogia.

 

Art. 4º O curso de Licenciatura em Pedagogia destina-se à formação de professores para exercer funções de magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, de Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar e em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos (BRASIL, 2006, Art. 4º).

 

Nesse contexto, o pedagogo pode atuar onde há espaços educativos, ou melhor, onde sejam necessários conhecimentos pedagógicos, no sentido amplo de educação. Portanto, se educação são todos os processos de formação do ser humano, “[…] não há uma única forma nem um único modelo de educação; a escola não é o único lugar em que ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a única prática e o professor profissional não é seu único praticante” (BRANDÃO, 2006, p. 9) o profissional pedagogo tem possibilidades de atuar em instituições formais de ensino (em sala de aula e na gestão), em empresas, hospitais, diversos espaços do poder público estadual e/ou municipal, associações de bairros, centros comunitários, grupos religiosos, movimentos sociais, ONGs (organizações não governamentais) e em outros espaços promovidos por organizações da sociedade civil.

Sendo assim, entendemos que os espaços considerados educativos dentro do parâmetro de educação formal e não formal estão inteiramente situados no espaço de atuação do pedagogo. Dessa forma, este é um profissional que ao operacionalizar seu oficio dá sentido aos processos de formação dos sujeitos.

Diante disso, as possibilidades de exercício do pedagogo, requer um perfil de profissional que consiga articular as questões de conhecimentos pedagógicos, de docência, gestão educacional e produção de conhecimentos na área da educação.

Logo, a formação inicial e a atualização sobre a área constituem fatores fundamentais para a organização, planejamento e desenvolvimento e avaliação do trabalho pedagógico em todos os espaços. Para tanto, a práxis, é também, um elemento de constante reelaboração de saberes.

Sendo assim, a Resolução nº 1/2006 explica, nos incisos I ao III do Art. 4º, que as atividades docentes também compreendem a participação na organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, incluindo:

 

I – planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da Educação; II – planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos e experiências educativas não-escolares; III – produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e não-escolares (BRASIL, 2006, Art. 4)

 

Dessa forma, é evidente que o profissional formado em Pedagogia deverá possuir conhecimentos para além dos muros da escola. Nesse sentido, Libâneo (1998) ressalta que há um pressuposto equivocado de que a Pedagogia trata do modo como se ensina, o modo de ensinar o conteúdo, o uso das técnicas de ensino, contudo, a Pedagogia vai além disso, é um área do conhecimento sobre a problemática educativa no sentido amplo de totalidade e historicidade, ao mesmo tempo, que é norte para a ação orientadora.

Portanto, é sabido que alterar o modo de percepção do espaço de atuação do pedagogo é bastante moroso, uma vez que a sociedade ainda o vê bastante limitado, no entanto, vale a pena a compreensão de que o pedagogo tem espaço de atuação na área educacional, empresarial, social, cultural, entre outros.

 

Referências

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo. Brasiliense, 2006.

BRASIL. Resolução CNE/CP 1/2006. Diário Oficial da União, Brasília, 16 de maio de 2006, Seção 1, p. 11. Disponível em:

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e Pedagogos, para quê? São Paulo. Cortez, 1998.

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