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Inglês instrumental: o inglês como idioma universal, por Ana Carolina de Godoy
Inglês instrumental: o inglês como idioma universal, por Ana Carolina de Godoy

Ana Carolina de Godoy
Graduada em Letras Inglês pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Graduada em Língua Portuguesa pela Rede Claretiano
Graduada em Tecnologia em Gastronomia pela Faculdade Guairacá
Mestre em Letras pela Universidade Estadual do Centro-Oeste

 

Atualmente, muito tem se discutido acerca do Inglês como idioma de comunicação universal, principalmente na América Latina, visto que o idioma predominante nesta parte do continente americano é, sem dúvida, o Espanhol. Entretanto, é necessário enxergar além do que nos cerca e expandir as possibilidades de aperfeiçoamento profissional.

O Inglês Instrumental, ou E.S.P. (English for Specific Purpose), surgiu a partir da necessidade de rápida comunicação e tradução do inglês para outros idiomas em contextos específicos, como, por exemplo, durante as grandes guerras, em que era necessário traduzir com rapidez as mensagens interceptadas para garantir a sobrevivência. A partir disso, a metodologia passou a ser utilizada com mais frequência.

Assim como o Português, a língua inglesa é composta por quatro habilidades: escrita, leitura, oralidade e audição, e cada habilidade pode ser trabalhada de maneira específica dentro da proposta do Inglês para fins específicos. No Brasil, quem mais utiliza esta técnica é o público dos cursos de Pós-Graduação, principalmente Mestrado e Doutorado, que tem como objetivo a leitura e compreensão de textos internacionais de suas respectivas áreas, além da exigência de uma prova de proficiência, muitas em língua inglesa, fazendo com que a utilização dessas técnicas sejam bastante importantes nessa etapa. Esse público passou a chamar o E.S.P. de Inglês Instrumental.

A metodologia do Inglês Instrumental é ideal para quem precisa ler e traduzir livros e artigos de sua área de trabalho, dentre as quais destacam-se as áreas da saúde, engenharias e, principalmente, Tecnologia da Informação; fazer alguma prova de concurso público que cobre a língua inglesa, disciplina que tem cada vez mais representatividade e relevância em concursos para as maiores remunerações; e para estudantes que visam melhores pontuações no ENEM e vestibulares, já que o tempo para a interpretação das questões é geralmente curto. Vale ressaltar que essa técnica utiliza o conhecimento prévio dos alunos, pois parte do princípio que não é necessário traduzir literalmente, mas, sim, compreender alguns trechos por meio de dedução, inferência, skimming, scanning, palavras cognatas, marcadores do discurso e marcas tipográficas para chegar à ideia principal do texto.

Além disso, você já parou para pensar em quantas palavras da língua inglesa incorporamos ao nosso vocabulário e utilizamos diariamente? Internet, mouse, software, hardware, videogame, download, e-mail, website, outlet, shopping, milk-shake, light, fitness, outdoor, notebook, pop, make up, delivery, fashion, designer, delete… São inúmeros os vocábulos de origem inglesa que são utilizados naturalmente no Brasil. Dessa maneira, pode-se perceber a relevância do Inglês em nosso dia a dia, além da incorporação desse idioma em nosso cotidiano linguístico, fenômeno comum à evolução de qualquer língua viva.

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