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Efeitos do isolamento social nas DTMs, por José Carlos Wagnitz
Efeitos do isolamento social nas DTMs, por José Carlos Wagnitz

José Carlos Wagnitz
Graduado em Odontologia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa
Pós-graduado em Cirurgia Bucomaxilofacial, Implantodontia, Ortodontia e Odontologia do Sono
Mestre em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial pela Faculdade São Leopoldo Mandic

            O isolamento social, indicado como medida preventiva contra o avanço da SARS-CoV 2 (COVID 19), teve repercussões diversas. Uma delas foi o aumento da incidência de DTMs (Disfunções Temporomandibulares), dos casos de Dor Orofacial, e das consequências do bruxismo (dentes quebrados, dor muscular e de cabeça).

            A maioria desses casos está associada ao estresse emocional, interrupção da utilização de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, seja pela dificuldade de comparecer às consultas com os médicos e dentistas assistentes do caso, seja pela dificuldade financeira em adquirir os medicamentos.

            Uma publicação de maio de 2020 versou sobre as incertezas que acometem a população atualmente, como falta de confiança nas políticas sanitárias governamentais, medo da morte e contaminação, aumento de comportamentos higiênicos e evitativos, que somados entre si contribuem para a somação de atributos que aumentam a depressão e a ansiedade.

            É um ponto conhecido que estes problemas psicológicos são capazes de desencadear uma cadeia de eventos que levam a um aumento da atividade simpática, posterior liberação de esteroides adrenocorticais que induzem a uma vasoconstrição muscular e aumento da resistência vascular periférica. Esses eventos estão comumente associados a sentimentos de calor e frio, palpitações, taquicardia, náusea e distúrbios gástricos.

            A soma de todos esses fatores autonômicos pode levar à perpetuação da contração muscular e consequente manutenção ou piora dos sinais e sintomas de DTM, dores orofaciais e bruxismo.

            É ponto pacífico entre os profissionais de saúde que tratam pacientes nessa área que houve um aumento na procura e reincidência de eventos de casos de DTM, bruxismo e outras comorbidades associadas ao estresse emocional. Uma maneira utilizada pelos profissionais de saúde, que assistem esses pacientes, são a utilização de ferramentas virtuais como redes sociais e plataformas de reunião para entrar em contato visual com os pacientes, e assim, manter suas terapias de apoio e controle das condições adversas apresentadas pelos pacientes

Referências

ALMEIDA-LEITE CM, STUGINSKI-BARBOSA, J, CONTI, PCR, Como os impactos psicossociais e econômicos da pandemia de COVID-19 podem interferir no bruxismo e disfunção temporomandibular? J. Appl, Oral Sci vol 28 Bauru 2020 Epub 11de maio de 2020

HUREMOVIC´, D. Psychiatry of Pandemics. Springer, 2020. Manhatansset, NY, USA. P55-124

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