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Desafios geopolíticos no contexto de crise econômica internacional: breve conjuntura, por Jhonatan Dantas
Desafios geopolíticos no contexto de crise econômica internacional: breve conjuntura, por Jhonatan Dantas

Jhonatan Dantas
Graduado em Geografia pela Faculdade de Jandaia do Sul
Mestre em Geografia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Doutorando em Geografia pela Universidade Estadual do Centro-Oeste



Toda crise internacional, seja qual for, gera um ambiente de tensão em vários segmentos. Historicamente, as nações tentam estabelecer uma série de acordos diplomáticos para atenuar e diminuir as tensões provocadas em âmbito internacional. Certamente, o avanço da globalização econômica e a consolidação de um sistema-mundo na qual agentes econômicos atuam em escala global, aprofundaram drasticamente as relações entre os países, e consequentemente, crises internacionais tendem a surtir um efeito amplificador e um impacto supra-regional.

Para desenhar uma breve conjuntura no contexto atual, é possível verificar que para além da pandemia provocada pelo novo Coronavírus que desencadeou uma crise sanitária em vários estados-nações, e em várias regiões do mundo, antes mesmo já era possível observar sinais de crises econômicas que promoveriam possivelmente novos desafios no comércio e nos mercados internacionais. Certamente, a pandemia acelerou esse processo.

Em termos econômicos, para além de uma diminuição na receita dos países levando em consideração o Produto Interno Bruto, e para além de um processo de diminuição do consumo da população em escala planetária decorrente do amplo isolamento social vivenciado em todos os continentes (fator que afetou diretamente o processo de exportação e importação de mercadorias e provocou um efeito de recessão em vários países do mundo), outros fenômenos geopolíticos também apresentaram fortes tensões diplomáticas no cenário internacional. No âmbito econômico, a guerra comercial traçada entre China e Estados Unidos impactou diretamente o mercado global, guerra esta que parece estar apenas iniciando.

O Brexit, (saída do Reino Unido da União Europeia), também provocou uma série de tensões e incertezas dentro do bloco Europeu, enquanto alguns analistas observaram o enfraquecimento do bloco, outros, como o próprio Celso Amorin, ex-ministro das relações exteriores, observou a necessidade de maior união e integração diplomática para o fortalecimento do bloco, notadamente comandado por Alemanha e França. Se de um lado a ausência da potência britânica no bloco vai afetar as diversas relações internas no continente Europeu, pelo outro, representou e representa a necessidade de uma aliança maior entre os países, principalmente para se firmarem enquanto principal bloco do mundo, capaz de fazer frente à guerra comercial China x EUA.

Enquanto esse cenário de incertezas econômicas pairam sobre o mundo globalizado, países como a Rússia expandem sua zona de influência pelo Oriente Médio e outras nações do mundo, e demonstra cada vez mais seu fortalecimento enquanto potência mundial.

As eleições americanas, como sempre, irão marcar um ano de tensões ainda maiores, cuja disputa interna leva diferentes cenários de atuação do país frente aos desafios e agendas internacionais.

Nesse contexto, o Brasil, atualmente segundo país do mundo mais afetado pela Covid-19, amplia sua dependência econômica na periferia capitalista, sujeitando-se a exportação de commodities agrícolas para equilibrar o saldo na balança comercial.

Diante de um mundo repleto de incertezas e de consecutivas crises internacionais, a única coisa que parece certa é a necessidade de repensarmos a atuação do Brasil no cenário internacional, priorizando sempre a diplomacia e a soberania nacional, ideais fundamentais para se posicionar melhor em uma Nova Divisão Internacional do Trabalho que vem sendo constantemente redesenhada. O fortalecimento das relações bilaterais com os vizinhos membros do Mercosul e com os parceiros comerciais são caminhos indispensáveis ao país nesse momento.


Referências

ALBUQUERQUE, M. C. C. Divisão internacional do trabalho. Lua Nova – Revista de Cultura e Política, v. 11, n. 13, p. 95-103, set. 1987. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ln/ n13/a11n13.pdf. Acesso em: 10 dez. 2019.

GONÇALVES, R. Globalização econômica. In: GONÇALVES, R. O nó econômico. Rio de Janeiro: Record, 2002. (Coleção Os porquês da desordem mundial).

TOMAZETTE, M. Os desafios impostos pela globalização econômica. Revista de Informação Legislativa, v. 48, n. 189, jan./mar. 2011. Disponível em: https://www12.senado. 16 Análise geográfica na economia mundial leg.br/ril/edicoes/48/189/ril_v48_n189_p157.pdf. Acesso em: 10 dez. 2019.Leituras recomendadas

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