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As fileiras foram transformadas em ilhas, por Drielle Strugal e Talita Moraes
As fileiras foram transformadas em ilhas, por Drielle Strugal e Talita Moraes

Você é do tempo em que as aulas ocorriam dentro de uma sala, com quadro de giz e um professor em pé explicando conteúdo? Se a resposta foi sim, você faz parte do passado, ou, não conhece nenhum aluno em quarentena!

As mudanças geradas pela pandemia do Coronavírus provocaram uma alteração abrupta no cenário social em vários segmentos. Dentre esses, a instituição escolar presencia o ensino tradicional perder espaço para uma metodologia baseada na aprendizagem, na resolução de problemas, na observação de fenômenos, na valorização das experiências vividas cotidianamente.

Indiscutivelmente, esse modelo apoia-se na tecnologia e em ferramentas, como a internet, as quais aproximam distâncias e oferecem conteúdo diverso com rapidez. Trata-se do “acesso em excesso”, o que há anos vem contribuindo para construção de um novo perfil de aluno, que tem a disposição enorme quantidade de conteúdo, com apenas um toque na tela de seus aparelhos celulares.

Então o que provocou a obsolência da escola tradicional foi o isolamento social e a impossibilidade de acesso aos prédios escolares?

Não. O que está ocorrendo é a percepção dos profissionais da educação de que este modelo deixou de ser eficiente e não desperta interesse ou aprendizagem significativa para os/nós estudantes.

O livro “Aprendizagem baseada em problemas”, de Genoveva Sastre e Ulisses Ferreira (2009) traz a informação de que somente 10% do conteúdo lido é assimilado, 20% do conteúdo escutado é retido, e, 90% do conteúdo é de fato aprendido quando o aluno experiencia, falando, vivenciando ou explicando para os outros.

Tais informações vão de encontro com o atual momento do ensino remoto apoiado muitas vezes na internet, onde os três “Cs” fazem muito sentido: CURTIR, lido mas pouco assimilado; COMENTAR, participar sem muita retenção; COMPARTILHAR, vivenciar ou explicar para terceiros, retendo significativamente o conteúdo.

Então, essas evidências corroboram para um necessário abandono do ensino tradicional em substituição aos métodos de aprendizagem ativa.

Nesse sentido, a classe docente está compreendendo durante o ensino remoto que as fileiras de carteiras devem ser substituídas por ilhas, que agora ocorrem de forma digital, como os grupos de whatsapp que podem reunir estudantes à procura de soluções para problemas na maioria das vezes interdisciplinares e que são solucionados de forma colaborativa. Essas experiências têm provocado muito mais engajamento que vídeoaulas gravadas ou que repositórios de conteúdos organizados por disciplinas.

Porém, temos que considerar que muitos docentes apresentam sua prática docente enrraigada na escola tradicional, e muita vezes são resistentes ao novo normal. Mas, essa conversa deixamos para discuitr em um outro momento…


Drielle Strugal
Graduada em Ciências Biológicas pela UniGuairacá Centro Universitário
Especialista em Educação do Campo pelas Faculdades Integradas do Vale do Ivaí
Especialista em MBA em Gestão do Conhecimento na Educação Superior pela UniGuairacá Centro Universitário
Mestre em Ensino de Ciências Naturais e Matemática pela Universidade Estadual do Centro-Oeste


Talita Cristina Moreira Moraes Carraro
Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Especialista em Ciências pela Universidade Estadual do Centro-Oeste
Especialista em MBA em Gestão do Conhecimento na Educação Superior pela UniGuairacá Centro Universitário
Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Estadual do Centro-Oeste

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