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Programação especial marca o Dia da Luta Antimanicomial na Guairacá
Programação especial marca o Dia da Luta Antimanicomial na Guairacá

Na noite dessa segunda-feira, 18 de maio, acadêmicos e professores de Psicologia da Faculdade Guairacá promoveram uma série de atividades que marcaram o Dia Da Luta Antimanicomial.

A data foi criada no  Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, na cidade de Bauru, São Paulo, em 1987. O movimento teve por objetivo principal o fechamento dos manicômios para humanizar o tratamento aos doentes mentais. Para o professor Eduardo Nogueira, essa data é importante, sobretudo, para conscientizar as pessoas sobre o movimento que mudou a concepção do tratamento à saúde mental e para se refletir sobre o lugar que o sofrimento psíquico ocupa na nossa sociedade. “O grande potencial que tem esse dia é poder questionar não só os modos de atenção ao sofrimento psíquico, mas também o lugar que a loucura tem na nossa sociedade e a própria loucura da sociedade”.

Para dar início à programação na Guairacá, foram convidados profissionais que trabalham com questões de saúde mental para uma mesa redonda.

Viviane Oliveira, coordenadora regional de saúde mental da 5ª Regional da Secretaria do Estado de Saúde, falou sobre o movimento que há quase 30 anos contribuiu para a melhoria dos tratamentos mentais. “A Luta Antimanicomial surge no cenário nacional como uma transformação dos serviços psiquiátricos, propondo novas alternativas terapêuticas aos indivíduos com transtorno mental”, explicou. Segundo Viviane, o início do movimento foi amplamente divulgado pela imprensa na época e teve um papel muito importante porque trouxe à tona diversas imagens e histórias da barbárie que existia nos antigos hospícios. “Esse movimento também está historicamente ligado à defesa dos direitos humanos e incentiva a militância política e social contra a violência institucional que é praticada nos espaços manicomiais”.

A enfermeira da Sessão de Atenção Primária da 5ª Regional, Clarilene dos Santos, esteve presente esclarecendo aos acadêmicos de Psicologia sobre o importante papel da Rede de Atenção à Saúde Mental. “Uma das prioridades é garantir que a assistência e o cuidado sejam de qualidade e de maneira humanizada, porque antes do cidadão ter um transtorno mental, ele é um indivíduo como outro qualquer”.

Monica Tavares, psicóloga e coordenadora do CAPS II de Guarapuava, tem ampla experiência na área, tendo participado de várias conferências regionais e nacionais de saúde mental. Também teve a oportunidade de implantar o Comitê de Saúde Mental na cidade onde morava, no norte do Paraná, por entender a importância do trabalho do Psicólogo. “Tem uma frase que eu acho fantástica do Paulo Freire que define nosso trabalho dentro da saúde mental: O que realmente importa ao ajudar o homem é ajudá-lo a ajudar-se; é fazê-lo agente de sua própria recuperação, é colocá-lo numa postura consciente diante de seus problemas”.

Para encerrar a noite de debates, esteve presente a assistente social Vanderléia Schinemann, coordenadora de Saúde Mental em Prudentópolis, que explicou sobre como aconteceu a reforma psiquiátrica no Brasil e como é a rede de atendimento no município.

Também fez parte da programação na Guairacá a realização de exposições nos corredores da instituição e diversas apresentações dos acadêmicos de Psicologia.

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